10 de junho de 2020

MEU JEANS



A bordo do jeans surrado

Camiseta branca 

Tênis mostarda 

E mente insana 

Vaguei pelo bairro

Falei com o feirante

Brinquei com o frentista

Segui adiante 

E a poesia?

Escorreu pelos lábios 

Não vencia minha fome 

Não tinha título, sem nome

E eram tantas 

Que eu me esbaldava 

Me lambuzava 

Só escrevia e não mais parava

Tome escrever 

E da-lhe pensar

Cada vez mais rabisco 

Caneta a riscar 

Ao parar de escrever 

Me vi flertando a Lagoa 

Rolou piscada de olho

Eu sorrindo à toa



Paulo Flores

  GAVETAS  Das gavetas da vida  Algumas não abro mais  Outras até remexo  há as que esqueço  Em cada arrumação  Recordação e muita história ...